Embora sem tradição na arte da relojoaria, os brasileiros desenvolveram a paixão pelos relógios antigos, muitos deles trazidos da Europa ainda no tempo em que o país era colônia de Portugal.

Boa parte desses relógios é utilizada, hoje, apenas para decoração, pois não funciona mais. Desgastadas pelo tempo e danificadas pelo meio-ambiente, essas peças valiosas podem ser recuperadas e voltar a funcionar com a mesma precisão que tinham quando foram confeccionadas. Tempus Fugit recupera qualquer mecanismo danificado, pois fabrica, artesanalmente, engrenagens, eixos, platinas, molas, mostradores, ponteiros e outras peças para substituir as que estejam avariadas ou que apresentem desgaste.

Da mesma forma, todo tipo de gabinete - seja em madeira, porcelana, mármore, bronze, petit-bronze (liga de estanho e chumbo) ou outro - é restaurado.

Rogério A. Roennau utiliza sempre materiais iguais aos originais para a reconstrução de peças que não possam ser recuperadas, como carvalho e pinho europeus ou as madeiras nobres da marcheteria. Mesmo o som dos relógios musicais - executado por discos, foles, percussão ou realejo - pode voltar a encantar o proprietário de um relógio antigo que já não se faça mais ouvir.

Além da recuperação das peças sonoras, o restaurador assegura a execução perfeita da partitura original - geralmente a reprodução de composições elaboradas para os sinos das grandes catedrais, como as de Notre Dame, Websminster, Canterbury e Whittington.